Fui convidado pelo Breno Fernandes para fazer parte de uma matéria sobre literatura e internet para o jornal A Tarde (Salvador, Bahia) e aceitei o convite. O João Alvarez, fotógrafo do jornal, apareceu aqui em casa às 9:30am pontualmente, me pegou com cara de sono e com a casa desarrumada. O resultado da matéria pode ser lido aqui. O João fez milagre e o Breno escreveu uma bela matéria. Muito obrigado aos dois.

No final do século XX, com o desenvolvimento das tecnologias de informação e da comunicação e com a ajuda importante de polÃticas de desregulamentação e de liberalização adotadas por governos e instituições internacionais, o mundo tornou-se realmente globalizado. Desde antes, o filósofo e educador canandense, Marshall McLuhan falava sobre aldeia global, mas desde os anos 80 os dois termos tornaram-se, gradativamente, insuficientes para descrever o cenário sócio-cultural de hoje. Continue lendo »

Existe um grande problema sobre a percepção do que é LÃngua e, sobretudo hoje, sobre a legitimação e espaço de certas vozes. Com a Internet se desdobrando e convergindo, cada vez mais, com várias áreas do nosso dia-a-dia, ficou complicado separar profissões e áreas do conhecimento em caixas estanques. As fronteiras estão em crise e saber perguntar é muito importante. Continue lendo »

Hoje recebi através do Twitter um link com um vÃdeo sobre os conflitos que estão acontecendo no Irã, por conta das eleições de lá. Fiquei chocado com o que vi.
O cenário era recortado por um enquadramento cluastrofóbico de pernas, pessoas gritando, muita movimentação. Um homem faz um torniquete na perna de uma jovem, gritos ao fundo, tudo sendo capturado ali, por um celular, no aqui e agora do acontecimento. Momentos depois um grupo de pessoas são enquadradas carregando o corpo de um jovem com um tiro na cabeça, a câmera treme, solavanca, tiros são ouvidos ao fundo durante todo a filmagem, todos correm para uma espécie de galeria. Vidros estilhaçados e um rastro de sangue que vai ficando desenhado no chão enquanto o corpo do jovem é carregado para dentro sem nenhum cuidado. A lÃngua é totalmente incompreensÃvel, os gritos só fazem sentido pelo desespero. Esse desespero é marcado no rosto de um homem mais velho, tentando ajudar o jovem baleado, tentando estancar o sangue da cabeça do jovem com uma camisa. O grupo já está dentro da galeria, o corpo descansado no chão, provavelmente já sem vida. Continue lendo »

Ando achando o Twitter um lugar bastante chato, não só pelos motivos que todo mundo dá quando quer criticar uma rede social (a orkutização da coisa, a parte “social” da “rede” que não funciona, e todas as egotrips variadas a partir daÃ), mas também porque ando achando o espaço diminuto demais. Fiquei sabendo do Twitter, se não me engano, através de um convite do Inagaki lá pelo longÃnquo ano de 2007, mas não me animei. Achei a idéia do sistema idiota e o Orkut, Lastfm, Facebook, Myspace, entre outros, já ultrapassavam a quota de redes sociais de qualquer ser humano. Continue lendo »
