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Enquanto assistia aos vÃdeos da rapaziada da Uniban vilipendiando a menina de mini-saia pipocarem no Youtube, pensava em como a multidão esconde a covardia do individual. Enquanto eu ouvia os gritos de “pu-ta pu-ta”, os recalques, a mentirosa democracia que se apresenta nesses momentos, pensava num grande sorriso do gato de Cheshire foucaultiano. Sim, vigiar e punir, é uma ordem inconsciente que muitos ainda escondem embaixo da fragilidade do discurso de compreender a diversidade. Mas enquanto a turba da Uniban grita, o mundo continua e, nesse multiverso onde tudo acontece ao mesmo tempo, ainda há eventos que valem a pena realmente o comentário.
Não irei me estender sobre o que ocorreu na Uniban, os jornais já o fizeram à exaustão. Li um post muito bem escrito pelo meu amigo Keid, que traçou uma boa reflexão, apesar de eu achar que não caberá às empresas a responsabilidade de educar o povo brasileiro. Acredito sim no crowsdsourced, no poder das multidões, por mais paradoxal que isso possa parecer. O exemplo da Uniban só serviu para sublinhar esse poder (que, claro, foi usado com um foco pouco proveitoso e inteligente).
Como pesquisador e futuro professor, tenho esperança sim em viradas e revoluções. Não nas revoluções de outros tempos; são outros anos, outros ares, outras linguagens.
E nesse sabor de educação de faculdade particular (realidade também plural, mas muito pobre, no caso da Uniban), tive a felicidade de me deparar com um vÃdeo sobre uma conferência realizada em 28 de outubro, em Los Angeles, chamada 140 Character Conference. Os professores ali presentes discutiram as transformações e possibilidades criadas através do bom uso do Twitter. Assista o vÃdeo:
Enquanto a turba da Uniban gritava, em outro ponto do planeta um grupo de professores discutia sobre uma inciativa chamada de “#edchat”, uma hashtag [o que é hashtag?] abreviada de “educators chat” (bate-papo dos educadores) que se espalhou rapidamente pela rede social e ganhou projeção em todo o planeta.
A onda começou com Steven W. Anderson (siga ele no Twitter), um especialista em tecnologia aplicada à educação dos Estados Unidos. Em poucos meses, a hashtag já é acompanhada e usada por centenas de milhares de educadores, de todos os nÃveis e de todos os cantos do planeta, para discutir problemas concernentes à s realidades em sala de aula, conteúdos online, solicitarem dicas, sites e materiais, além de servir como um gigantesco fórum global sobre educação.
Essa é uma prova concreta do poder sinérgico das ferramentas online, das redes sociais. Muitas pessoas ainda fazem crÃticas maniqueÃstas contra a tecnologia e os meios digitais, principalmente em se tratando de sua aplicabilidade no processo de aprendizagem, mas, como foi comentado na conferência, os paradigmas da educação mudaram radicalmente. O professor não é mais o detentor de todo o conhecimento, ele é apenas um guia. Não é mais real a ideia de que a escola deve preparar o aluno para um futuro emprego, ela hoje deve ensinar a aprender, guiar as experiências, potencializar os ambientes.
Os futuros professores, sem dúvida, estão com um grande desafio pela frente.
Apesar de toda a celeuma em torno do caso da Uniban, não consigo perder a esperança quanto ao futuro. Não me contento em esperançar-me inocentemente, mas continuo seguindo uma máxima: “você é o que você faz”; se não está satisfeito com a realidade que está ao seu redor, trate de trabalhar e ser a mudança que quer para o mundo.
As revoluções começam com atitudes e as boas atitudes ganham escala global num tempo muito diminuto. Então, especialmente hoje, há como mudar o mundo com pequenos grandes gestos. Não vamos esperar os infinitos macacos produzirem todas as obras de Shakespeare em suas máquinas de escrever infinitas.
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Redes sociais a serviço do ensino
































RT @eduardomacan: RT: @ernestodiniz: "Redes sociais a serviço do ensino" http://migre.me/bF8G e "Educação em 140 cara" http://bit.ly/1wKfW7
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Isso é gerenciamento de crise da Uniban. Adorei isso aqui.
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♺ @neiducca Educação em 140 caracteres – http://bit.ly/1RVVm5 (via @vedomingues e @ernestodiniz)
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