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Dia 14 de outubro fui convidado para o Google Wave. De lá até aqui, usei pouco a ferramenta, por vários motivos. Passado um tempo depois da hype e fuçando o serviço mais um pouco, senti vontade de compartilhar impressões e dar algumas dicas.
O Google Wave é uma ferramenta poderosa sim, mas o que fazer com tantas possibilidades, tanta “revolução”? Na verdade as portas foram abertas pro grande públicos há pouco tempo, as turbinas ainda estão esquentando.
Entrei no Google Wave esperando um sistema ainda cheio de bugs e limitado, e foi mais ou menos o que achei. Nos primeiros dias testemunhei uma multidão de pessoas também meio perdidas, trocando impressões, testando o compartilhamento de imagens e links, mas sem um propósito concreto o bastante pra mobilizar grupos ou produzir de forma colaborativa. O Google Wave parece ainda estar sendo usado como uma espécie de chat de luxo.
Você precisa ter o que fazer pra fazer
Parece meio óbvio, mas muita gente parece que não pensou nisso quando começou a criticar o serviço. Tanto no Twitter como em alguns blogs, pipocaram as discussões sobre a utilidade de uma onda e coisas afins. Tirando os despeitados que não receberam convite, muita gente não entendeu que o Google Wave ainda está engatinhando. É como se tivéssemos um artefato alienÃgena nas mãos e estivéssemos ainda tentando entender como funciona (o que me lembra bastante o filme Distrito 9).
A interface ainda não é ideal, várias opções ainda não estão ativas e essa nova abordagem do trabalho colaborativo ainda vai demandar um tempo para digerirmos os paradigmas e as dinâmicas de trabalho dentro das ondas.
Para se ter uma idéia do que é o serviço, veja o vÃdeo abaixo:
O Google Wave basicamente faz uma grande convergências de serviços que existem na internet de forma descentralizada: compartilhamento de vÃdeos, fotos, vÃdeoconferência, chat e editor de texto. O que é peculiar é a forma de fazer isso e como o sistema permite você ver o que o outro está digitando ao vivo (o que me lembra o velho ICQ). O grande apelo é disponibilizar um ambiente de colaboratividade.
Como já estamos saturados de mÃdias sociais (Orkut, Facebook, Twitter, uma lista sem fim), é complicado conseguir acompanhar tudo ao mesmo tempo. Ainda mais com tanta interatividade e simultaneidade em jogo. Não pode esquecer de respirar.
Sendo assim, o Google Wave só presta mesmo para quem tem o que fazer nele e para quem tem curiosidade de mexer bastante nas ondas públicas que estão disponÃveis no sistema com várias dicas e descrições sobre como o universo das ondas funciona. Essas ondas públicas podem ser acessadas digitando “with:public” no campo de busca.
Testando possibilidades
Resolvi então testar como funcionaria um projeto colaborativo usando a ferramenta disponibilizada pelo Google. Convidei alguns amigos do grupo de pesquisa em Tradução e Cultura, o TRADCULT, e criei duas waves: uma de boas-vindas com algumas dicas básicas sobre o Wave e vÃdeos explicativos (que são incorporados à onda automaticamente, direto do Youtube) e outra que é um banco de referências (livros, PDFs, links, etc.) com material para pesquisa.
De forma geral, e levando em conta que o serviço ainda está em modo PREVIEW, achei as opções interessantes. Há limitações, inclusive de formatação e organização de texto, bem como ainda não se pode exportar o conteúdo da onda para nenhum arquivo, mas mesmo assim é interessante explorar a velocidade de um trabalho colaborativo feito em ondas.
Conclusões
O Google Wave ainda vai passar por uma boa lapidação. Como aconteceu com outros serviços anteriores do Google, a multidão de desenvolvedores deve alavancar a ferramenta criando novas funções e ampliando o escopo de opções do serviço.
Enquanto isso, quem já foi convidado (você pode solicitar um convite no próprio site do Google Wave) vai continuar um pouco perdido, como ficam perdidos os exploradores de qualquer novo mundo.
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RT @ernestodiniz: Primeiras impressões sobre o Google Wave: http://bit.ly/P6Xvm. #googlewave #tecnologia
Primeiras impressões sobre o Google Wave: http://bit.ly/P6Xvm. #googlewave #tecnologia