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De volta! Hoje acessando o blog Livros e Afins do Alessandro Martins, li um post-provocação (com o mesmo tÃtulo desse post aqui) muito interessante sobre tradução colaborativa. Eu, como pesquisador da área, fui comentar e terminei fazendo um texto. Compartilho aqui o que comentei lá.
“A área de Tradução está se expandindo e sendo levada pelas ondas das novas tecnologias. Hoje pensar em Tradução é pensar em: tradução literária, técnica, localização, proof reading, legendagem, audiodescrição, interpretação, tradução intersemiótica, consecutiva, adaptação, crowdsourced translations (a tradução colaborativa), etc.
Não vejo problema na tradução colaborativa, com as ressalvas bem feitas pelos colegas aqui nos comentários. Trabalhar profissionalmente como tradutor demanda experiência, paciência, muita vontade de sempre estar aprendendo e, cada vez mais, formação especÃfica. Claro que a questão da formação ainda está num patamar de ’situação ideal’, mas o cenário acadêmico, pouco a pouco, vai se moldando aos novos paradigmas e à s necessidades de mercado (o que, por um lado, é bom e, por outro, é péssimo).
Como mestrando e pesquisador em Tradução vejo que a pressão da tecnologia e da sociedade é um fato. A tradução colaborativa vai acontecer em cenários especÃficos e com demandas especÃficas. Dizer exatamente qual a viabilidade de um projeto desses, hoje, é um pouco complicado. Estamos vivendo as transformações e não sabemos como as novas aplicações técnicas vão se desenvolver na prática.
Existem exemplos que foram citados como a tradução de um livro do Harry Potter feita por fãs da noite pro dia e a legendagem de filmes e séries de tevê. Mas, como em qualquer área, os bons sobrevivem, mas a multidão (o crowdsourced) se levanta quando a necessidade aparece. Não adianta nós tradutores acharmos que haverá uma proteção de mercado. Não haverá. Vide as modificações sofridas pelo Jornalismo, com os blogs e as novas ferramentas online; a Indústria fonográfica, com o mp3; a própria área artÃstica, com o advento do computador.
Hoje estamos sendo desafiados a acompanhar as modificações rápidas, seja qual for a sua área de atuação. Experiência, como disse, é muito importante, mas só isso não garante o ganha pão.
Só pra ficar em dois exemplos: o Google Translation Toolkit e o Google Wave; ambas são ferramentas poderosÃssimas (e não-profissionais, ainda, no sentido de uso disseminado e legitimado pelo mercado de tradução profissional) que resultarão em aplicações super refinadas.
Existe também a problemática da revisão dos textos produzidos (experimentada pela Wikipedia também) e da relevância dessas traduções.
Como saber como tudo isso vai alterar a Tradução? O futuro ainda não existe, enquanto isso vamos experimentando com o presente e também com as traduções colaborativas.”
E o que você acha?
UPDATE 20/10/09 às 10:20am: O Alessandro Martins postou os comentários do pessoal em um novo post e o papo continua em: Tradução colaborativa: o que você acha? A opinião de leitores e tradutores.
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Leia também:
O que você acha de tradução colaborativa?, no Livros e Afins.
Google Wave’s Best Use Cases (em inglês), na Lifehacker.com.
Google Translator Toolkit: um grande passo, no Caosmais.com.
































E as discussões sobre Tradução Colaborativa começaram no http://migre.me/96mp (Livros&Afins) e terminaram em http://bit.ly/1Qahuk. #tradução
Eu acho o seguinte: o futuro existe, já, já… aqui, futuro… ops!
Os fatos, como me ensinou a Profª Drª Maria Inez Carvalho, acontecem a cada instante, o futuro é agora! A – COM – TECER, ou seja, tecer com, fazer, colaborar… eu diria que para além do colaborar há o cooperar! Tudo junto e embolado! Quanto a tradução ela está aà e lá, já…sempre… quanto aos tradutores estão espalhados pelo mundo a fora, já quanto aos profissionais da tradução icógnita, ainda, já… além do mais…
O post foi tão instigante que fiz a mesma pergunta: O que você acha de tradução colaborativa? http://bit.ly/1Qahuk #tradução