metadata

recentes


  • “Loucos por literatura se descobrem na web”
  • Tradução intersemiótica, rapidamente
  • Educação em 140 caracteres
  • Diploma: ter ou não ter, eis a questão
  • Primeiras impressões sobre o Google Wave
  • O que você acha de tradução colaborativa?
  • Angústia do crédito no mundo das mídias sociais
  • A política do gosto
  • Cultura colaborativa e glocalização
  • V Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual
  • 2


    A Localização, que, pensava eu, era exclusividade da Tradução, Sociologia, Estudos Culturais (claro, em outros sentidos), enfim, já está na Web. Um dos primeiros passos que experimentei foi o serviço Latitude do Google através do meu celular. A idéia básica do Latitude é “veja onde seus amigos estão agora”. É uma espécie de desdobramento das redes sociais através da evolução das redes de telefonia móvel e outros suportes tecnológicos.

    Essa convergência, voltando mais um pouco, começou com a idéia de Web 2.0 (veja na Wikipedia o que Web 2.0 quer dizer) que apareceu em meados de 2004. O conceito surgiu com a idéia do uso da Internet como plataforma, o que inclui nisso os sites wiki, redes sociais e cloud computing. Hoje, após o lançamento do navegador Firefox 3.5, ouvi falar sobre Web 3.0 e fiquei curioso sobre o assunto. O que é isso? Nas palavras do Eric Schmidt, CEO do Google (em inglês):


    Link para o vídeo

    No site HowStuffWorks, achei um artigo sobre o assunto com mais detalhes: How Web 3.0 Will Work.

    O 3.0 é apenas para dizer que agora os aplicativos são relativamente pequenos em tamanho, todos os dados estão na “nuvem”, seguindo a idéia de cloud: todas as informações são processadas e guardadas online, fora do seu computador, e podem ser acessadas de qualquer outro computador. Os aplicativos rodam em qualquer aparelho (computador, celular, etc.), são rápidos e costumizáveis e, finalmente, esses aplicativos são distribuídos de forma viral, em grande quantidade e rápido, através de redes sociais, email e programas de mensagens instantâneas.

    É um outro paradigma, bem diferente dos tempos das BBS’s ou do tempo em que se comprava os programas em lojas especializadas. Hoje tudo é feito online.

    Essas mudanças reconfiguram também a percepção social da Internet. A grande rede de computadores revolucionou o mundo exatamente por ter transformado a localização em algo irrelevante. Não importa onde você esteja, contanto que esteja conectado. Mas agora, com a tecnologia avançando depressa – os smartphones 3G já fazem todo o trabalho de um computador – e a Web 3.0 se desenvolvendo, a Localização passou a ter importância novamente.

    As aplicações dessas tecnologias são incontáveis: saber onde está um amigo, colocar tags (notas) sobre lugares particulares e quando alguém estiver ali, terá acesso a esse conteúdo através de aplicativos específicos, e a aplicação disso no Marketing, criando anúncios baseados no seu padrão de deslocamento físico.

    A Wired publicou um artigo (em inglês) sobre essas perspectivas duais: Future of the Web: Location, Location, Location. Muito interessante, mais uma dança do global e do local.


    Leia também:
    Você sabia? 3.0, por Júlio Valentim (Mobile Multitude)


    Update em 05/09/09: Veja também o vídeo da STI Internacional:


    Link para o vídeo

    Compartlihe
    • Imprima esse post
    • Mande esse post para um amigo por email
    • Converta esse post em PDF
    • Twitter
    • Google Bookmarks
    • Facebook
    • Digg
    • FriendFeed
    • Tumblr
    • Technorati

    1. veronica domingues disse:

      Como Carol disse bons textos e excelentes reflexões!!!

      Quanto a educação resta mais um papel o de preparar para a rede, na rede e em rede! (rss)

      Desafios, tensões e gerações…

    2. e ainda tem gente baixando e-mail para o outlook. são as mesmas pessoas que ainda acreditam na estrutura educacional do país e propagam a burocracia e a papelada. seus textos são excelentes, amor, sinto orgulho.

    deixe seu comentário

    * campos obrigatórios

    subir